Vila Nova de Famalicão




Vila Nova de Famalicão (conhecida frequentemente apenas como Famalicão) é uma cidade portuguesa no Distrito de Braga, região Norte e subregião do Ave, com cerca de 27 900 habitantes.[1] Situa-se a uma altitude média de 97 metros.
É sede de um município com 201,85 km² de área ,subdividido em 49 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Braga, a leste por Guimarães, a sul por Santo Tirso e Trofa, a oeste por Vila do Conde e Póvoa de Varzim e a noroeste por Barcelos. Foi criado em 1835 por desmembramento de Barcelos e elevada à categoria de cidade em 1985.
«Origens lendárias de Famalicão - centro de comunicação rodoviária e ferroviária, entre várias localidades do Norte. As alegres e pitorescas ruas. Acontecimentos registados nos jornais da terra. Edifício - hospital da Misericórdia, Câmara Municipal. Monumento a Camilo Castelo Branco. Casa de Camilo, em São Miguel de Ceide. Trabalho nos campos. Igrejas. Os arredores românticos. Indústrias de fiação e tecidos, de botões e de relógios (única na Península). Aspectos típicos: vindimas, malhadas, feira».
Os habitantes de Famalicão chamam-se Famalicenses.

A Instabilidade Governativa

Durante a 1ª República, entre 1910 e 1926, Portugal viveu um período de grande instabilidade governativa. Tanto o Presidente da República como o Governo, para não serem demitidos, precisavam de ter no Parlamento uma maioria de deputados que os apoiasse. Isso raramente acontecia porque os deputados ao Parlamento estavam frequentemente em desacordo.
Por isso, em 16 anos, Portugal teve 8 presidentes da República e 45 governos.
A maioria dos Presidentes não cumpriu os 4 anso de mandato que a Constituição estipulava. E os Governos eram substituídos constantemente, não chegando a ter tempo de concretizar medidas importantes para o desenvolvimento do País.

O Movimento Sindical

Com as primeiras greves, os trabalhadores começaram a ter consciencia da força que tinham quando se uniam e lutavam em conjunto.
Depois de proclamada a República, surgiram inúmeras associações de trabalhadores ou sindicatos. Os sindicatos tinha como objectivo defender os interesses dos seus associados.
Em 1914 formou-se a união operária Nacionas, que tentava unir vários sindicatos numa luta comum. E. e, 1919, foi substituida pela Confederação Geral do Trabalho, a qual conseguiu unir a maior parte dos sindicatos do País e organizar grandes greves gerais.
Apesar de todo o movimento sindical durante a 1ª República, as desigualdades sociais permaneciam.

As Principais Medidas no domínio e do trabalho

- Criaram o ensino infantil para crianças dos 4 aos 7 anos;
- Tomaram o ensino primário obrigatório e gratuito para crianças entre os 7 e os 10 anos;
- Criaram novas escolas do ensino primário e técnico;
- Fundaram "escolas normais" destinadas a formar professores primários;
- Criaram as Universidades de lisboa e Porto;

Muitas medidas tomadas não tiveram o resultado que se esperava, por falta de meios financeiros. Em 1920, mais de metade da população portuguesa continuava analfabeta.
- Em 1920 foi decretado o direito a greve;
- Em 1911 estabeleceu-se a obrigatoriedade de um dia de descanso semanal;
- Em 1919 decretou-se, para todo o território do continente e ilhas adjacentes, as 8 horas de trabalho diário e 48 horas de trabalho semanal e passou-se a exigir o seguri social obrigatório contra desastres no trabalho.

Bandeira Portuguesa


Portugal


A moeda nacional (escudo)

No reinado de D. Duarte apareceu o meio-escudo de ouro, do qual nem o desenho se conhece. No reinado de D. João V cunharam-se também as dobras, múltiplos do escudo. Também nos reinados de D. José I, D. Maria I e D. João VI se cunharam escudos. O escudo era dividido em 100 partes chamados os centavos. Depois de 1914, por virtude da crise provocada pela Primeira Guerra Mundial, o escudo em papel (nota) experimentou uma descida rápida de valor, atingindo a sua menor correspondência em ouro, em Julho de 1924. Desde o segundo semestre de 1926 até Abril de 1928, o escudo sofre nova desvalorização, em consequência de dois aumentos de circulação, do agravamento da dívida flutuante interna e externa e do quase esgotamento das reservas de ouro que o Tesouro Nacional possuía em Londres.


O Escudo português, cujo símbolo é o cifrão ($) foi a última moeda de Portugal antes do Euro. O escudo deu origem a outras variações de Escudo nas dependências africanas.
A designação provém da própria figuração nelas representada: um escudo. Eram de ouro baixo, 18 quilates e valiam 50 marcos.
O escudo português foi substituído pelo euro no início de 2002. A taxa de conversão entre escudos e euros foi estabelecida em 31-12-1998, tendo o valor de 1 euro sido fixado em 200,482 escudos.

A Implantação da República

Portugal foi, desde a sua origem, governado por reis. A essa forma de governo chama-se monarquia. No entanto, nos finais do século XIX, havia muitas pessoas que achavam que a monarquia não era a melhor forma de governar um país.
As vantagens de uma forma de governar diferente eram vistas como boas. Seria um sistema com presidente: uma república.
Os presidentes são eleitos por períodos de tempo mais curtos, e as suas decisões são controladas pelo governo.
A República foi proclamada dos Paços do Concelho (a Câmara Municipal) em Lisboa. A importância deste facto foi tal que se decidiu que essa data fosse um dia feriado.
O primeiro presidente foi Teófilo Braga, mas foi só presidente do Governo Provisório até às eleições, onde foi eleito o primeiro Presidente da República de Portugal, Manuel de Arriaga.
A implantação da República fez com que Portugal mudasse a sua bandeira e o seu hino para aqueles que temos actualmente e o nome da sua moeda para o escudo.
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Os dias 2 a 5 de Outubro
No dia 2 de Outubro Cândido dos Reis reúne-se com Oficiais Republicanos, com a Alta Venda Carbonária e com o directório do PRP ficando marcada a Revolução para a noite seguinte. Horas depois houve uma nova reunião para acertar os detalhes do plano de Sá Cardoso e Hélder Ribeiro que tinha em conta a acção militar e a acção civil dos carbonários. Entre os monárquicos a preocupação crescia e Teixeira de Sousa foi avisado de que algo podia acontecer. Fizeram a cerca de prevenção. Nessa noite o Rei jantava com Hermes de Sousa que era o Presidente da República Brasileira. Este jantar foi abreviado devido ao aviso de Teixeira de Sousa.
A Revolução para a 01:00 da manhã, Machado dos Santos dirigiu-se a Infantaria 16 para tomar o Quartel, mas este já estava tomado pelos soldados com a morte de 2 soldados oficiais.
Os seus homens dirigiram-se a 1 Artilharia, onde esperavam encontrar o mesmo, mas era diferente. A entrada não estava aberta como se tinha combinado, mas Afonso Pala estava lá dentro e tinha organizado os revolucionários. O portão foi arrombado e Sá Cardoso assumiu o comando formando duas colunas. De acordo com o plano, os alvos eram o Quartel-general e o Palácio das Necessidades. Uma das colunas tem um confronto com a Guarda Municipal, na Rua Ferreira Borges. Teve de voltar para trás e encontrou-se com a coluna de Afonso Pala. Capturaram os navios "Adamastor" e "S. Rafael". O Comando não atacou os revoltados.

No dia 1 de Fevereiro de 1908 na volta de uma estadia de Vila Viçosa, o D. Carlos e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe, são assassinados em pleno Terreiro do Paço. De um só golpe, Costa e Buiça, decepavam a monarquia portuguesa, deixando o trono nas mãos de um inculto D. Manuel, sem capacidade nem margem de manobra para gerir uma situação política explosiva que terminaria com a queda da monarquia e a implantação da República a 5 de Outubro de 1910. A 21 de Maio de 1908, então o rei D. Manuel II, descreveu a forma como viveu este trágico acontecimento, sob o título de "Notas absolutamente íntimas". Desde o dia 1 de Fevereiro de 1908, dia do horroroso atentado no qual perdi violentamente assassinados o meu Pai e o meu Irmão. No dia 1 de Fevereiro quando ai Majestades El-Rei D. Carlos I a Rainha, a senhora Dona Amélia e o Príncipe Real de Vila Viçosa aonde ainda tinha ficado. D. Manuel II chegou uns dias de antecedência por causa dos seus estudos e da preparação para a Escola Naval. Em Lisboa estava uma situação de agitação excepcional. Nesse dia, ou seja o dia 28 de Janeiro houve uma tentativa de revolucionamento a qual não a venceu. Nessa tentativa estava implicada muita gente: foi depois dessa noite de 28, que o Ministro da Justiça Teixeira d'Abreu levou a Vila Viçosa o famoso decreto que foi publicado em 31 de Janeiro. Foi um triste acaso ter assinado nesse dia de aniversário da revolta do Porto.
Recordo-me perfeitamente desta frase que me disse na véspera ou no próprio dia que regressei a Lisboa depois de eu ter estado dois dias em Vila Viçosa. “Só se eu quebrar uma perna é que não volto para Lisboa no dia 1 de Fevereiro. Melhor teria sido que não tivessem voltado porque não tinha eu perdido dois entes tão queridos e não me achava hoje Rei! Enfim, seja feita a Vossa vontade Meu Deus!”




O Ultimato
D. Carlos foi um dos reis da quarta dinastia e o 13° rei de Portugal, filho primogénito do rei D. Luís I e da rainha D. Maria Pia, nasceu em Lisboa em 28 de Setembro de1863.
Em 1886, casa-se com Maria Amélia de Orleães. Em 1888, publica A Defesa do Porto de Lisboa e a Nossa Marinha de Guerra.
Quando subiu ao trono em 1889, o país atravessava uma grave crise económica.
Para complicar a situação, em Janeiro de 1890 os portugueses sofreram uma afronta: o "Ultimato Inglês", no qual a Inglaterra exigia que o governo português mandasse retirar os exércitos que se encontravam entre as colónias de Angola e Moçambique, ou declararia guerra ao país.
O governo cedeu e os portugueses sentiram-se humilhados e atribuíram as culpas à insuficiência política do rei. Os republicanos aproveitaram esta oportunidade para reforçar a ideia de que a monarquia devia ser derrubada. Houve em todo o país muitas manifestações contra o Ultimato e os jornais encheram-se de artigos violentos contra a Inglaterra, contra o rei e contra a monarquia. Foi nessa época que apareceu um hino militar "A Portuguesa", hoje, hino nacional.
Esta história termina em Lisboa, no dia 01 de Fevereiro de 1908, onde num atentado contra a monarquia, D. Carlos I cai assassinado, juntamente com o seu sucessor, o infante D. Luís, restando como descendente seu segundo filho que seria o último rei de Portugal: D. Manuel II.
D. Carlos foi um grande Rei, reformador, poeta, pintor, desenhista, músico, cientista, histologista. Teve de ser morto pelos anarquistas mesmo, porque de outra forma nunca se faria a República tão cedo, pois ele era muito amado pelo povo, tanto de Portugal como do Brasil, onde abriu os Portos à navegação Atlântica.
A crise e a queda da monarquia

Nos finais do século XIX havia uma crise política e económica excessivamente grave. Em todo o país notava-se o descontentamento A situação comercial portuguesa era fraca da população portuguesa contra o rei.
Os operários, os agricultores e outros trabalhadores ficavam cada vez mais pobres.
A alta burguesia cada vez enriquecia mais com os lucros ganhos com a industria, a agricultura e comércio.
O rei e a família real arruinavam o dinheiro do reino.
Os seguintes governos da monarquia não conseguiam melhorar as condições de vida do povo.
As fábricas importantes situavam-se no Norte (Porto) e no Centro Sul (Lisboa)
Alguns bancos portugueses foram à falência e muitas empresas atravessaram graves crises económicas que agravou o descontentamento dos burgueses. Para pagar os juros aumentavam-se os impostos o que não agradava nada ao população. Os operários estavam permanentemente ameaçados de desemprego, baixos salários com muito trabalho e viviam em condições extremas de pobreza. Isto foi-se agravando e a revolução estourou.